Autoconhecimento

Quando o controle escapa: sobre impulsos e compulsões

Comprar, comer, apostar, checar o celular. Quando o comportamento deixa de ser escolha e vira necessidade, algo pede cuidado.

Comprar, comer, apostar, checar o celular. Quando o comportamento deixa de ser escolha e vira necessidade, algo pede cuidado.

Todo mundo age por impulso de vez em quando. O problema começa quando o comportamento se repete, escapa ao controle e passa a trazer prejuízo, mesmo diante do desejo sincero de parar.

Compras que não cabem no orçamento, episódios de comer sem fome, jogos, uso excessivo de telas. Por trás de compulsões diferentes costuma haver um mesmo mecanismo: um alívio rápido para um desconforto interno que não foi elaborado.

Esses padrões não são falta de força de vontade nem defeito de caráter. São formas que a pessoa encontrou, muitas vezes sem perceber, de lidar com ansiedade, vazio ou sofrimento. Entender isso muda completamente a abordagem.

O cuidado com transtornos do impulso e comportamentos compulsivos exige seriedade e conhecimento técnico. É uma área em que me aprofundo continuamente, atualmente em especialização pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

Buscar ajuda não é admitir fraqueza, é recuperar a autonomia. Com acompanhamento adequado, é possível compreender o que alimenta o ciclo e construir formas mais saudáveis de lidar com o que se sente.

Amalia Antunes Nogueira
Amalia Antunes Nogueira

Psicóloga clínica (CRP 06/216121), especialista em Psicologia Positiva. Atende de forma particular no Brooklin, São Paulo, e online. Cofundadora do Instituto Mariposa, autora e palestrante.

O primeiro passo pode ser uma conversa.

Se este texto ressoou com o seu momento, uma conversa inicial, reservada, pode ajudar a entender o que faz sentido para você.

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